Depoimento Tatiane Martins | Quase Mamãe
out 21 2016
Siglas de Tentante

Bom Dia!

Tudo bem com vocês?

E o depoimento de hoje é da Tatiane Martins, que demorou 3 anos e meio para ter sua pequena Beatriz nos braços e hoje conta com alegria e muita fé que tudo valeu a pena.

Não vamos desistir meninas!

A nossa hora vai chegar!

Um grande beijo,

Roberta

(Quase Mamãe)


Bom vamos a minha história.

Eu sempre me imaginei tendo filhos, imaginava até mãe solteira, porém Deus levou as coisas pra outro lado. Nosso primeiro diagnóstico como casal foi quando ainda estávamos namorando. Namoramos 8 anos e meio e com uns 4 anos de namoro sem nunca ter evitado (nem anticoncepcional nem camisinha, olha que falta de juízo rsrs) percebemos que nada acontecia e resolvemos procurar um médico, na verdade eu procurei um ginecologista porque pra mulher é mais fácil aceitar essas coisas, fiz aqueles exames básicos e estava tudo OK.

Em seguida foi a vez dele de procurar um urologista e para nossa surpresa nos deparamos com um espermograma zerado, literalmente zerado. Nunca havíamos conversado sobre filhos, mas naquela hora a única solução que tínhamos era procurar um especialista em reprodução humana. Eu sugeri a ele que iríamos procurar só depois do casamento como uma forma de passar segurança pra ele que no momento só sabia me perguntar se eu iria terminar o namoro.

Entendo que filho é consequência de amor. Eu não me imaginava ter um filho com alguém se não amasse. E no momento até hoje meu amor é dele. Continuamos namorando, viajamos todos os anos, passeamos bastante e só depois casamos e com 7 meses de casados procuramos ajuda. Foi aí que conheci a fertilização in vitro e seus golpes, que foram muitos.

Tivemos 4 negativos, um gasto financeiro em torno de 60 mil. Foram 3 fivs completas com indução e 2 transferências de congelados. Descobri a hidrossalpinge e tive que fazer uma cirurgia para tirar a trompa direita. E depois de 3 anos e meio nosso momento chegou.

Positivo dia 23/02/2015. O tratamento fortaleceu muito nossa relação, hoje digo que além de casados somos cúmplices de uma história, companheiros. No meu caso eu não tinha o tempo a meu favor, se esperasse mais,  cada dia o tratamento poderia ser mais caro e a qualidade tanto dos meus óvulos quanto dos espermatozoides dele poderia não favorecer. Outra coisa importante que aprendi, podemos até decidir quando iniciar as tentativas e mesmo assim a gestação só vai acontecer quando Deus quiser (quer coisa mais perfeita que a fertilização que coloca dentro do útero um embrião pronto e ainda sim às vezes não dá certo!).  Eu costumava brincar que queria casar com 24 e engravidar com 26, pois eu casei com 26 e engravidei com 30 rsrs.

Pro pacote ficar completo eu descobri que meu colo estava dilatando com 21 semanas de gestação. Diagnóstico insuficiência istmo cervical. Lembro que fiquei de olho no colo em todo ultrassom e isso aconteceu graças  a @gravidezumsonho que orientou suas seguidoras direitinho (louvo a Deus por sua vida). Após um exame de toque minha obstetra disse que estava sentindo a cabeça da Beatriz. Me submeti a uma cerclagem de emergência onde tivemos que assumir o risco, caso a bolsa estourasse no procedimento. Fiquei de repouso 16 semanas. Repouso absoluto, só levantava da cama para banheiro e médico. Até as refeições eu fazia de lado, deitada. O medo passou a ser minha companhia e não tinha um dia  que eu não orava e chorava.

Mais Deus como sempre maravilhoso me carregou nos braços e hoje meu milagre está aqui comigo. BEATRIZ.

Ah para esclarecer sobre o espermograma zerado do marido, na fertilização no dia da minha punção dos óvulos ele também passa pela punção nos testículos, tadinho sofre também.

Bom essa é minha história e sei que muitas histórias maravilhosas como essa ainda estão por vir.
Beijo futuras mamães.

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