out 13 2016
Trombofilia

Bom Dia!

Tudo bem com vocês?

Hoje o post é um pouco longo, mas bem informativo sobre a Trombofilia, suas causas, sintomas e tratamentos, super importante para as gravidinhas que passam por esse momento.

E hoje é o dia Mundial da Trombose, então vamos entender melhor tudo sobre a Trombofilia.

O que é a Trombofilia?

É quando a mulher tem propensão a desenvolver trombose (formação ou o desenvolvimento de coágulos sanguíneos), o chamado “sangue grosso”, que contribui para o entupimento de veias.

As trombofilias, pode desenvolver fora da gravidez, durante a gravidez, no parto e pós-parto, devido a uma irregularidade no sistema de coagulação do corpo.

Ela pode ser responsável por alguns abortos “sem explicação”, é um problema grave que deve ser tratada rapidamente.

O que pode causar a trombofilia?

As causas podem ser divididas em dois grupos:

  • Hereditárias: (quando está ligada a fatores genéticos).
  • Adquiridas: (quando faz uso de estrogênios, terapia de reposição hormonal, viagens aéreas prolongadas (por causa da pressão), cirurgias, imobilização e a gravidez), a adquirida é a mais comum, representa cerca de 60% dos casos.

Quais são os sintomas da trombofilia?

Na maioria das vezes é assintomática, mas um dos sinais principais é o inchaço repentino.
Gestantes com pré-eclâmpsia antes de 34 semanas de gravidez também devem ficar atentas.

Como se descobre?

Para verificar se uma pessoa tem trombofilia é preciso realizar exames de sangue com pesquisa dos fatores que predispõem a trombose, segue os principais exames:

Trombofilias Hereditárias

Resultam da deficiência de componentes que fazem parte do sistema de coagulação, incluídos nesta categoria:

  • Mutação do Fator V Leiden
  • Mutação do gene da protrombina – fator II
  • Deficiência de Antitrombina III
  • Deficiência de proteína C
  • Deficiência de proteína S
  • Mutação do gene da metilieno tetrahidrofolato redutase – (MTHFR) – (Variantes 677C>T e 1298A>C)
  • Polimorfismo no gene beta-cistationina sintetase Hiperhomocisteinemia

Trombofilias Adquiridas

  • Anticoagulante lúpico
  • Anticorpos anticardiolipin
  • Anticorpos antifosfatidilserina
  • FAN (fator antinuclear)
  • Anticorpos anti- beta-2-glicoproteína 1
  • Anti-fosfatidil-etanolamina
  • Lipoptn (a)

Na gravidez ela é mais perigosa, pois como o sangue fica mais grosso, pode haver entupimento tanto das veias da mãe como obstrução da circulação do sangue que vai para a placenta. quando isso acontece pode trazer várias complicações das mais leves, as mais graves, como o descolamento da placenta antes da hora, redução dos nutrientes que chegam ao bebê, redução do crescimento do feto, podendo levar o bebê a óbito, aumentando o risco de aborto e partos prematuros.

Qual o tratamento?

O tratamento é feito com anticoagulantes e pode ser utilizado o AAS infantil também.

Anticoagulante injetável por via subcutânea, a heparina padrão ou não fraccionada e também heparina de baixo peso molecular (HBPM) porque as heparinas não atravessam a barreira placentária. Consequentemente, elas não entram no corrente sanguínea do feto sendo sua segurança estabelecida para uso durante a gravidez.

A HBPM costuma ser mais prescrita em relação a heparina sódica porque oferece menos efeitos colaterais e tem sobrevida maior, de 24hs, exigindo menos picadas nesse período, enquanto a sobrevida da heparina sódica é de 12hs.

Recomenda-se atividade física regular para melhorar a circulação sanguínea, uso de meias elásticas, controle clínico e obstétrico regular.

O importante é diagnosticar e tratar o quanto antes, não tem cura, mas há controle com o tratamento.

Mais informações entre no Site Trombofilia e Gestação .

Um grande beijo,

Roberta,

(Quase Mamãe)

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